Durante meus últimos dias na Irlanda fiquei de olho no mapa de previsões da internet e a melhor opção de swells estava apontando para o Marrocos.
Ondulação de seis a dez pés, vento fraco e direção perfeita para o norte do país.
Mesmos sendo um local muito frio deixei a Irlanda triste. Altas ondas, muito vento, tudo que um boardsports precisa e com o mais alto nível.
Chegando no Marrocos, fiquei horas procurando qual seria a melhor opção de surf no norte. Depois de decidir e chegar na cidade a cerca de duas horas de Marrakech, me instalei em um hotel e quando acordei no escuro e fui checar as ondas da torre do hotel dei de frente com Fabinho Gouveia.
Logo apareceram os outros integrantes da barca: Marco Giorgi, Thiago Camarão, Fabio Gouveia, Jean da Silva e William Cardoso com uma dupla de amigos locais e o fotográfo Ricardo Borghi e sua noiva.
Tinha visto no twitter que meus amigos Giorgi e Camarão estavam no Marrocos, mas tinham postado que tinham ido para o deserto, do outro lado do país, nem imaginava vê-los por ali. Segundo Camaras, ”estávamos indo para o deserto mesmo, mas mudamos tudo quando vimos a possibilidade de surfar essa onda. Todo mundo queria pegar esses tubos para a direita”.
Pelo menos tive a certeza que tinha feito uma boa opção. A expectativa era de surfar ondas de seis a oito pés no estilo:’ ‘Desert point para a direita” como Giorgi definiu a onda que todos já tinham assistido em filmes e produções internacionais.
Quando acordamos o mar não tinha subido tanto, séries de três a cinco pés vinham lambendo a bancada e enquanto a maré secava, ainda fomos olhar outros lugares com o local Mehdi Serghini, mas a melhor opção era a direita mesmo.
Maior crowd na água, mas quem se destacou foram os brasileiros. Rolou até um campeonato local ”misturado” de surfistas e bodyboarders, nunca havia visto nada do gênero, ainda mais sem fecharem a praia…
Giorgi e Gouveia quebraram as ondas de quatro-quilhas, Camarão fluido com sua 5’4, William e seu powersurf mandava água para o céu, enquanto Jean desenhava arcos fluidos nas paredes.
No final de tarde a galera partiu para outros picos para o surf, enquanto eu achei um sozinho perfeito para o kitewave, mas fica para a próxima.
Aloha

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