Essa última semana me fez ”matutar” bastante sobre a entrada das novas modalidades ligadas ao surf e suas culturas.
Quando o tow-in apareceu no NorthShore de Oahu no final dos anos 90, Romeu Bruno foi o primeiro brasileiro a comprar seu jet-ski e sair atrás das maiores ondas dos outer reefs.
Muita gente que hoje surfa as maiores ondas do mundo de tow-in, o recriminou, entre outras políticas, eu que estava sempre ao seu lado sou testemunha.
Hoje vejo o mesmo com o kitesurf.
O vento bombando no NorthShore, os surfistas buscando alternativas e os poucos kitesurfistas se divertindo e sendo julgados por alguns.
Faz parte do ser humano julgar e depois de usufruir – mudar de opinião, ou aqueles da mídia que são obrigados a entrar no ritmo devido ao crescimento da modalidade por si só.
Nos últimos dias eu e o tuberider Stephan Figueiredo que aflorou seu amor pelo kite vasculhamos as bancadas atrás de ondas boas e nos divertimos muito com ”poucas cabeças” no outside.
Muita gente tem velejado por Kailua, Mokuleia, mas pelo NorthShore o kitesurfista necessita de muita experiência, especialmente porque o vento é muito rajado e termina de uma hora para outra, deixando literalmente os velejadores ”a verem navios” com suas pipas no meio do mar, as bancadas são rasas, nem tudo é moleza nessas modalidades radicais.
Com certeza da mesma forma que o tow-in, o kite irá crescer e os mesmos incrédulos estarão no outside se divertindo rebocados pelos fortes ventos.
Deus deu ao homem o talento para curar, criar e cada vez mais eu agradeço pelas novas modalidades que vão aparecendo.
Incrível que o Hawaii é o maior celeiro de novas modalidades do mundo – o tow-in e o kite foram desenvolvidos entre as ilhas de Maui e Oahu.
E em uma época que só se fala em energias renováveis, posso afirmar que é um prazer imensurável ir a favor do vento para dentro das melhores e maiores ondas do mundo.
Viva a tecnologia criada pelo homem.

Aloha
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