Franquias em quiosques: por que o formato ganhou espaço no varejo brasileiro

Quem começa a pesquisar sobre investir em uma rede costuma imaginar uma loja de rua ou um ponto em shopping. As franquias em quiosques aparecem depois, quase sempre como alternativa mais barata. Essa leitura é incompleta: o quiosque não é uma versão reduzida da loja, é um modelo de operação com lógica própria — de estoque, de equipe e de conversão.

Este artigo é para quem está avaliando o formato como primeiro negócio ou como forma de ampliar a presença em uma praça já conhecida. A ideia é mostrar o que o quiosque entrega, o que ele cobra em troca e como o modelo funciona dentro da rede Mormaii.

O formato acompanha a expansão do franchising, não sobra dela

O setor de franquias fechou 2025 acima de R$ 300 bilhões de faturamento, com alta nominal de 10,5%, e manteve o ritmo no primeiro trimestre de 2026, com R$ 72,7 bilhões e crescimento de 10,1%. Os dados são da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Esse crescimento veio acompanhado de uma retomada do ponto físico. Segundo a mesma pesquisa da ABF, as lojas de rua concentram 60% das operações das redes, as unidades em shopping respondem por 17,3% e os modelos home based por 10,3%. 

Quiosques e formatos compactos circulam dentro desse universo de varejo presencial, e vêm sendo usados pelas redes como forma de ocupar praças em que uma loja completa ainda não se sustenta.

Vale notar qual segmento puxa o crescimento: Saúde, Beleza e Bem-estar liderou a expansão recente do setor, com 14,6%. Para quem investe em produtos ligados a esporte e movimento, isso muda a leitura do ponto — o consumidor que circula no shopping hoje procura mais do que moda.

Menos metro quadrado significa menos variáveis para administrar

A vantagem mais evidente das franquias em quiosques é o capital inicial. Mas o efeito prático aparece antes disso, na estrutura de custo fixo.

Um quiosque ocupa poucos metros quadrados, o que reduz aluguel, condomínio, conta de energia e, principalmente, o tamanho da equipe. Menos gente na operação significa uma folha menor e uma gestão mais direta: o franqueado consegue acompanhar de perto o atendimento, a exposição e o giro sem depender de camadas intermediárias.

Há também o tempo de implantação. Sem obra civil relevante, o intervalo entre assinar o contrato e vender o primeiro produto é curto. Para quem está saindo de uma carreira executiva ou colocando capital de reserva em um negócio, começar a operar rápido reduz o período em que só existe despesa.

O fluxo já está lá, o trabalho é converter

Um quiosque bem posicionado fica no caminho de quem já está circulando. Não depende de vitrine que atrai de fora, nem de decisão prévia de entrar na loja. Essa exposição contínua é o principal ativo do formato.

Ela também é a exigência. Como não existe porta, prateleira alta nem depósito, tudo é resolvido na exposição e no atendimento. O mix precisa ser curto e certeiro, a reposição precisa ser frequente e a equipe precisa abordar sem parecer invasiva. Quiosque com produto errado exposto não tem para onde esconder o erro.

O que as franquias em quiosques cobram em troca

Três pontos merecem atenção antes da decisão.

O primeiro é o estoque. O espaço físico limita quantidade e variedade disponíveis, o que torna a definição do sortimento uma decisão estratégica, não operacional. 

O segundo é o contrato com o shopping: valores de cessão, prazo, cláusulas de realocação e regras de montagem variam bastante entre empreendimentos e pesam no cálculo final. 

O terceiro é a dependência do fluxo do centro comercial — se o shopping perde âncoras ou passa por reforma, a operação sente antes de qualquer outro formato.

Nenhum desses pontos inviabiliza o modelo. Todos entram na conta de quem está comparando alternativas de investimento.

O quiosque Mormaii opera com o portfólio inteiro da rede

A rede também entrega ao quiosque a mesma estrutura das lojas maiores: visual merchandising, treinamento, inteligência de dados e uma marca com mais de 40 anos de estrada, patrocinadora oficial do Comitê Olímpico do Brasil.

Para quem faz sentido investir em franquias em quiosques

Franquias em quiosques costumam funcionar bem para três perfis: quem está no primeiro negócio e quer aprender a operar com risco controlado; quem já tem uma loja e quer ampliar a presença na mesma cidade; e quem enxerga uma praça com fluxo consistente, mas ainda sem volume para sustentar uma unidade completa.

O formato menor não significa decisão menor. Ponto, sortimento e suporte da franqueadora pesam exatamente igual, e é neles que a operação se sustenta depois da inauguração.

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