Notícia

Surf & Saúde | O real perigo do surf

29.04.2012

Diogo Guerreiro se arrisca sem medo FOTO James Thisted

E compensa o perigo com técnica nas ondas da Micronésia FOTO James Thisted

Diogo dropa no limite em Teahupoo FOTO James Thisted

E pega outro tubo insano na rasa bancada de corais FOTO James Thisted

Muitas pessoas associam o surf a uma atividade perigosa por se tratar de um esporte praticado no oceano, que às vezes pode ser hostil.

Além disso, o surfista fica exposto ao vento, sol, chuva, frio, ondas, variações de correntes, tubarões, além de diversos outros elementos.

Apesar disso, o surf é comparativamente seguro em relação à outros esportes, portanto pode-se (e deve) praticar o surf tranqüilamente, mas tomando alguns cuidados.

Estudos feitos nos Estados Unidos compararam as lesões do surf com outros esportes e encontraram diferenças alarmantes.

Em um único ano foram registradas 9.900 lesões em práticas de surf, enquanto no squash foram 38.000, no skate 137.900 e 1.370.900 ferimentos entre os praticantes de futebol americano!

Em Victoria, Austrália, um estudo conduzido por Brian Lowdon, em 2005, chegou ao resultado de menos de um acidente por surfista a cada ano (0,26 acidentes por surfista ao ano), índice que se manteve estável nos últimos 5 anos.

Aqui no Brasil um estudo também foi realizado em relação aos acidentes entre surfistas.

Chegou-se ao resultado de que em cada mil dias surfados ocorrem 2,5 lesões mais complicadas, ou seja, em que o atleta é impedido de surfar por mais de um dia ou necessita de atenção médica.

De acordo com o estudo brasileiro, 56,1% dos acidentes acontecem em ondas com altura entre 1 e 2 metros, e 29,2% em ondas de menos de 1 metro.

O risco de colisão vem principalmente do contato do surfista com a sua própria prancha (em 44% dos acidentes) e com outros surfistas ou o fundo do mar (areia, corais, pedras).

A verdade é que as mudanças que o surf vem sofrendo, desde que iniciou na Polinésia, reduzem cada vez mais os riscos.

O uso de blocos de poliuretano nos anos 50 e a diminuição no tamanho e peso das pranchas nos últimos 30 anos, além de permitirem aos surfistas explorarem novos limites, também trouxeram maior segurança.

Nas próximas semanas a sessão “Surf e Saúde” abordará as principais lesões que estão expostas os surfistas – e como melhor evitá-las e tratá-las.

Fonte: Surfing & Health, de Joel Steinman MD. Editora Meyer & Meyer Sport.


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