Quem começa a estudar o setor descobre rápido que existem muitos tipos de franquia, e que a diferença entre eles vai bem além do valor de investimento. Um quiosque de 9 m² e um studio de 300 m² pertencem ao mesmo mercado, mas exigem perfis de gestão, rotinas e estruturas completamente distintos.
Este artigo organiza os principais tipos de franquia praticados no Brasil, explica o que muda entre eles na prática e mostra como os modelos Mormaii se distribuem entre varejo e serviço.
O setor é grande o bastante para comportar formatos muito diferentes
O franchising brasileiro somou R$ 308,4 bilhões em doze meses até o primeiro trimestre de 2026, com crescimento de 10,7% e 204.908 operações ativas, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). A associação registra ainda presença do setor em quase 70% dos municípios brasileiros.
Essa capilaridade só é possível porque as redes desenvolveram formatos adaptáveis. Um mesmo negócio pode existir como loja de rua em uma capital, quiosque em um shopping de cidade média e operação compacta em um centro comercial de bairro. É essa flexibilidade que sustenta a expansão — e é ela que dá ao investidor mais de um caminho de entrada.
Tipos de franquia por natureza do negócio
A primeira divisão útil separa o que a unidade entrega ao cliente final.
Franquia de produto. A unidade vende itens físicos produzidos ou fornecidos pela franqueadora. O resultado depende de sortimento, giro de estoque e conversão no ponto de venda. É o caso das lojas e quiosques de varejo.
Franquia de serviço. A unidade entrega uma experiência ou um atendimento, e não um produto de prateleira. Aqui, a receita é recorrente e o resultado depende da qualidade técnica da equipe e da permanência do cliente. Academias, studios e clínicas se enquadram nesse grupo.
Franquia mista. Combina as duas lógicas, com venda de produto dentro de uma operação de serviço.
A diferença prática entre produto e serviço aparece no fluxo de caixa. O varejo tem receita mais sensível à sazonalidade e ao calendário comercial. O serviço tem receita mais previsível, mas depende de retenção mês a mês — o que exige atenção contínua à experiência entregue.
Tipos de franquia por porte e formato de operação
A segunda divisão trata do tamanho e da complexidade da unidade.
Microfranquia. Investimento baixo, estrutura mínima, muitas vezes operada pelo próprio franqueado sem equipe. Costuma ser porta de entrada no setor.
Quiosque. Poucos metros quadrados em ponto de alta circulação, sem obra relevante e com abertura rápida. Trabalha um recorte enxuto do portfólio, escolhido pela praça.
Loja compacta. Ponto próprio de metragem reduzida, com sortimento mais amplo que o quiosque e equipe pequena.
Loja conceito ou flagship. Metragem maior, sortimento completo e projeto de experiência de marca. Exige mais capital e mais gestão, com potencial de faturamento correspondente.
Unidade de serviço com estrutura técnica. Espaços amplos que abrigam equipamentos, salas e equipe especializada. É o caso dos studios e academias.
Home based e operações digitais. Sem ponto físico, com custo de ocupação próximo de zero. Os dados da ABF mostram que esse formato representa 10,3% das operações do setor, enquanto lojas de rua concentram 60% e shoppings, 17,3%.
Se você quer comparar essas estruturas pelo valor de entrada, o artigo sobre quanto custa abrir uma franquia detalha as faixas de investimento praticadas em cada uma.
Os modelos de franquia Mormaii
A Mormaii opera hoje com dois grandes eixos de negócio, e cada um deles se desdobra em formatos de porte diferente.
Studio Mormaii — franquia de serviço. A unidade entrega o Treinamento Integrado Mormaii, que reúne Funcional, Cardio, Pilates e o método alemão Five Konzept; o Pilates Integrado Mormaii, com turmas de até quatro alunos por professor; e o Recovery Mormaii, com compressão pneumática, crioimersão, pistolas massageadoras e sauna.
O modelo pede imóvel de 250 m² a 350 m² e trabalha com turmas reduzidas e periodização de 12 semanas. A rede já passa de 70 unidades no Brasil.
Lojas Mormaii — franquia de varejo. São quatro formatos: quiosque de 9 m², loja compacta de 50 m² a 60 m², loja conceito de 80 m² a 100 m² e flagship a partir de 180 m². Todos acessam um portfólio de mais de 6 mil itens, e a definição do mix de produtos de cada unidade considera a praça onde está localizada.
Como patrocinadora oficial do Comitê Olímpico do Brasil, a marca também oferece exclusividade nos produtos do Time Brasil para a rede franqueada.
Os dois eixos convivem na mesma cidade e se reforçam. Um aluno do Studio reconhece a marca na loja; um cliente da loja conhece o Studio pela vitrine. Essa é a lógica do ecossistema, e ela muda a conta de quem avalia operar mais de uma unidade.
Escolher o tipo é escolher a rotina que você vai viver
Comparar tipos de franquia por valor de investimento resolve metade da decisão. A outra metade é menos numérica: que rotina você quer ter, quanto tempo pode dedicar e com que tipo de cliente prefere lidar todos os dias.
Varejo pede leitura de vitrine, gestão de estoque e sensibilidade para o calendário comercial. Serviço pede time técnico, cuidado com a experiência e atenção à permanência do cliente. Nenhum dos dois é mais fácil, são exigências diferentes.
Antes de decidir, entenda como funciona uma franquia no contrato e no dia a dia. Depois, converse com nosso time sobre qual formato faz sentido para o seu capital, sua praça e o tempo que você tem para dedicar ao negócio.




